08 outubro, 2010

A imprensa caolha no DF

Durante os três meses de campanha eleitoral no Distrito Federal, ficou claro que a imprensa local não é tão “livre” quanto diz. Lendo os jornais, percebi que muitos deles escolheram, de forma sutil ou explícita, apoiar determinados candidatos — e ignorar outros.

Um exemplo gritante: Toninho, do PSOL, esteve presente no julgamento de Joaquim Roriz no TSE, mas a imprensa local ignorou o fato. Já a substituição indicada por Roriz, a senhora Weslian, ganhou primeira página, com direito a foto sorridente ao lado do governador. Enquanto isso, candidatos chamados de “nanicos” eram tratados como irrelevantes.

O resultado do primeiro turno mostrou a falácia dessa narrativa: Toninho chegou a 14,05% dos votos, Eduardo Brandão a 5,42%. Os “nanicos” não eram tão pequenos assim — e a imprensa não quis que o eleitor soubesse disso.

A imprensa que se orgulha de lutar contra a censura do Estado pratica, na prática, uma censura privada. Ao omitir candidatos, limita a democracia e engana o eleitor. Ela enxerga apenas um lado, negando ao público a chance de conhecer todos que disputam uma eleição. A maior censura que se pode fazer a um candidato é simplesmente não noticiá-lo.

O caminho é claro: democratizar os veículos de comunicação, com controle social real. Só assim teremos uma imprensa que sirva à sociedade — e não a interesses privados.


07 outubro, 2010

A parábola do joio e do trigo, e as eleições no DF

Um semeador passou o dia inteiro espalhando grãos de trigo em seu campo. Ao pôr do sol, voltou para casa cansado, mas feliz, pois sabia que aquele trigo, em breve, se transformaria em pão para alimentar muitas pessoas.

Mas ele tinha um inimigo invejoso, que queria prejudicar suas plantações. Pensou em semear pedras, mas isso seria facilmente removido. Então teve uma ideia ainda mais maldosa: semear joio no meio do trigo.

O joio é uma planta parecida com o trigo, mas que não serve para alimentação e pode até ser venenosa. Assim, o inimigo tentou prejudicar a colheita e causar mal a quem consumisse o produto do campo. Durante a noite, ele espalhou o joio pelo trigal e foi embora, satisfeito com sua maldade.

Algum tempo depois, quando as espigas começaram a surgir, também apareceu o joio. Os trabalhadores alertaram o semeador:
— Senhor, não semeaste apenas boas sementes? Por que então há joio no trigal?

O semeador respondeu:
— Foi um inimigo que fez isso.

Eles perguntaram:
— Devemos arrancar o joio agora mesmo?

O semeador explicou:
— Não é possível agora. O joio é muito parecido com o trigo, e se arrancarmos o joio, arrancaremos também o trigo. Deixem que cresçam juntos até a colheita. Na hora da ceifa, direi aos ceifeiros que primeiro recolham o joio e o queimem; depois juntem o trigo no meu celeiro, se ele tiver resistido.

Roriz Nunca Mais!

    Esta bandeira também é minha porque Sepé Tiarajú defendeu seu povo contra a colonização dos espanhóis e portugueses. Esta bandeira é mi...